Are you pregnant?
Justin Bieber P.O.V
Como eu sou o chefe dessa porra, e pelo o que parece só eu que faço as coisas funcionarem aqui, conseguimos achar o esconderijo do cara, graças ao aparelho que eu implantei na van. Mas eu sabia que eles não vão ficar lá muito tempo, porque era óbvio que eles notaram que eu descobri o local.
Então quando nós fomos nos local um filho da puta tentou nos matar lá, explodindo o galpão. Isso mesmo. Enquanto eu e minha equipe estávamos lá, bombas começaram a explodir e foi um sufoco sair de lá. Isso só me fez ficar com mais raiva e vontade de matar um. Esse cara não perde por esperar.
E como todos sabem que minha equipe é competente -eles tem que ser, eu controlo Nova Iorque!- descobrimos o novo galpão. Eu mandei uma equipe de pessoas pra procurar o galpão. E achamos. Se eles não achassem alguém iria morrer.
Depois do que aconteceu... Eu só penso em matar pessoas. Matar, torturar, enforcar, todo tipo de tragédia relacionada à morte. Depois que eu recebi aquela foto, digamos que eu virei um assassino compulsivo. Qualquer pessoa que me estresse, no minuto seguinte, está morta. Eu sei que eu preciso me controlar, mas eu não consigo. É o único jeito para poder liberar minha raiva. Algumas pessoas foram mortas, algumas torturadas, mas eu não estou ligando pra isso, eu vou superar. Eu tenho que superar.
Bom, as coisas com o meu novo trabalho estão indo bem, hoje eu vou no galpão do cara, passar um susto nele. Tomara que nesse susto ele morra.
Me deixem explicar, nós vamos até lá - eu, os rapazes e mais alguns seguranças - e vamos invadir aquele lugar. Botando as coisas todas de pernas pro ar, matando quem for preciso e encontrar quem está por trás disso.
Entramos nas vans, eram ao todo três vans, muitos carros poderiam chamar atenção demais, e fomos até lá. Era um lugar afastado da cidade, perto de uma cachoeira, um bom esconderijo, mas eu sou o melhor nisso. Chegamos tentando manter tudo muito silencioso, estávamos afastado do local, apenas alguns metros e enxergávamos com alguns binóculos.
Todos estavam equipados com armas silenciadoras. E iríamos atirar nos seguranças. Logo todos eles já estavam no chão, isso não era muito difícil. Eu, Chaz, Christian e Nolan, caminhamos até o galpão e entramos por trás. Com a ajuda de alguns equipamentos, descobrimos que a cerca de trinta à quarenta - incluindo o ''chefão''- pessoas dentro do galpão, precisamos acabar com todas e chegar até ele.
Subimos umas escadas e pulamos uma janela, todas as pessoas que iam aparecendo não tinham nem tempo de gritar, logo eram apagadas e colocávamos os corpos perto da janela que entramos, os seguranças vão cuidar disso para que ninguém perceba nada. Tudo muito silencioso, detalhado e calculado. Nada pode dar errado, se todo mundo fizer o trabalho direito eu acabo com isso hoje.
Andamos por alguns corredores, acertamos em alguns caras e rapidamente todos estavam apagados. Subimos por uma escada e achamos uma sala, com vozes vindo lá de dentro.
- Eu sei Derek, mas precisamos acabar com o Bieber! - é... Parece que encontrei meu pote de ouro. Encostei o ouvido na porta e continuamos a ouvir.
- Mas o que mais podemos fazer?! -eles estavam gritando- O cara já está com toda a sua equipe aqui, não vai demorar pra nos acharem. - já achamos idiota.
- Não importa! Eu quero ele morto! Achem-no e acabem com ele, se isso não acontecer eu acabo com você! - Chaz queria que eu esperasse pra ouvir mais da conversa, saber se eles falarim mais alguma coisa, mas eu estava cansado disso. Queria ir pra casa, então chutei a porta e eles olharam pra mim.
- Nossa! Dá pra ouvir bastante coisa pela porta, não pensaram em ter portas mais grossas? - eu disse sempre com o meu sarcasmo.
- Bieber! -eu consegui assustar eles, os dois estavam quase tremendo na minha frente e eu pensando que era caso de profissionais. Esses dois são dois frangotes. Mas conseguiram me irritar.
- Isso aí, Peter. - vou explicar uma coisa pra vocês agora. Ryan tinha um irmão, Peter, que pelo que eu acabei de ver e ouvir, é o cara que está tentando me matar. - Sério, Peter? Você que está por trás disso?
- Eu quero vingar a morte do meu irmão e eu vou conseguir.
Ele pegou a arma e atirou na minha direção, mas ele estava tremendo, bastou eu desviar e o tiro não pegou em mim. Chaz e Nolan cuidaram do outro cara, Derek, e o imobilizaram jogando no chão e mantendo as mãos presas nas costas. Corri até Peter, antes de outro tiro e acertei sua mão com um tapa, peguei na mão dele mesmo e torci o braço até as costas prendendo as duas com uma corda que tinha ali. Chutei suas pernas fazendo o cara se ajoelhar no chão. Coloquei uma mão no seu queixo e a outra no alto da cabeça, prestes a virar seu pescoço.
Eu estava com raiva, muita raiva. Eu estava triste, e inconformado. Vários sentimentos estavam me dominando esses últimos dias, e eu vou descontar eles bem agora com essa pessoa presa por mim.
- Sabe, eu achei que a pessoa que estava fazendo isso tudo fosse mais esperta, mas não. E você falhou, Peter, vou matar você, o mesmo que fiz com seu irmão. E quero que saiba que nesse mundo, você tem que ter sorte, mas acima de tudo você tem que ser bom. E eu, sou o melhor.
Movi minhas mãos e virei seu pescoço, matando ele, seu corpo caiu imóvel no chão e eu chutei pra longe. Ótimo, menos um problema na minha vida. Foquei no cara que Chaz e Nolan seguravam e andei até ele.
- E você meu chapa. -bati no rosto dele- Pelo menos você era esperto, sabia que eu viria e vim. Mas você vai acabar que nem seu amigo ali. - soquei seu rosto forte e chutei no meio de suas pernas, o cara não aguentou e caiu no chão com o rosto pra baixo. - Fraco! Levanta! Levanta e lute pela sua vida. -ela não se mexeu, só se contorceu de dor. - Cansei disso. -disse frustado. Peguei minha arma e atirei nele. Três tiros, todos no peito. Pronto, acabou. - Vamos embora. - disse para os rapazes que me olharam paralisados.
Acho que passei um certo medo neles. Apenas os ignorei e sai daquele lugar. Finalmente, acabei com isso. Desejaria que esse fosse meu único problema, mas agora tenho que voltar pra Nova Iorque e acabar com outra brincadeira.
Estou farto de pessoas me traindo, quero acabar com isso logo e em seguida vou sumir no mundo. O Justin que eu era morreu. Veio à vida agora, um cara frio, cruel, que não liga pra nada e ninguém, um cara que manda todos ir se foderem. Um novo eu.
Jessie Valentine P.O.V
Já fazia quatro dias que o Justin foi pra Seattle. Eu não falei com ele em nenhum desses dias. Porque ele tem me ignorado? Eu não sou burra pra ficar pensado que ele está ''ocupado''. Eu tenho certeza que ele está me ignorando. O que aconteceu? Meu maior medo é que ele tenha descobrido sobre o beijo, do jeito que ele é, é bem capaz de ter colocado alguém atrás de mim e ficou sabendo sobre o que rolou.
É por isso que eu tenho que falar com ele.
Eu tenho que explicar tudo o que aconteceu. Meu Deus! Isso é loucura, eu nunca pensei em sentir por alguém o que eu sinto por ele, e agora vem isso. Eu sei o que pode acontecer, e eu sei que vai acontecer. Me arrependo todo minuto pelo que aconteceu. Não era minha intenção, nunca foi! Eu não sei viver sem aquele loirinho retardado, e eu tenho medo de que ele me deixe. E eu sei que se ele me deixar logo ele vai estar cercado de vadias. Ele nunca parou com ninguém, isso não vai acontecer de novo. Eu tinha uma coisa muito importante comigo, eu tinha o amor do Justin. E deixei escapar de mim.
A Hanna já tinha voltado da viagem, ela passou cinco dias lá e voltou pra casa. Ela estava aqui em casa com o Cody. Depois do que aconteceu eu não falei com o Toby, ele me manda mensagens, liga, mas eu ignoro. Eu só não consigo falar com ele, ou ver ele. Todas às vezes que eu olhar pra cara dele, eu vou lembrar do que aconteceu e a culpa vai me consumir cada vez mais.
Eu contei pra ela o que foi feito, primeiro ela gritou comigo. Depois ela gritou com o Toby. Depois ela acalmou o Cody que estava chorando por causa dos gritou dela. E pra terminar ela disse que eu sou uma burra, mas que vai estar comigo sempre que precisar.
Estávamos na cozinha eu e ela, esperando os donuts chegarem. Nós duas somos muito preguiçosas pra cozinhar. Logo ele chegou e começamos a comer.
- Conseguiu falar com o Justin? -ela me perguntou.
- Ainda não. -disse num sussurro, ela sabe como eu fico por causa disso. - E o Chaz?
- Falei com ele ontem e ele disse que logo estão voltando, eles vão fazer tudo hoje. -eu sabia o que aquilo significava.
- Tomara que ocorra tudo bem.
- Vai ficar, eles são bons.
- Éh...
- Amiga não fica tristonha, logo o Justin vai chegar e vocês vão ver tudo vai se resolver.
- É disso que eu tenho medo. E se tudo se resolver, e acabar no pior? O Justin é cabeça dura, ele não vai me escutar.
- Mas ele faz tudo por você. Eu ainda acredito que tudo isso é bobagem, não acho que ele saiba do que rolou. Não disse nada pro Chaz, sobre isso, mas ele também não falou disso. O Justin não falou com os meninos sobre isso. Então provavelmente ele não sabe.
- Não tenho certeza disso.
- Só confia em mim, tá? -ela pegou na minha mão.
- Tudo bem.
Senti meu estomago se revirar quando olhei para os donuts na caixa, uma coisa subiu pela minha garganta e eu corri até o banheiro, despejando tudo na privada. Eu estava vomitando. Que nojo!
- Jessie, você tá bem? O que foi isso?
- Não sei, mas tá tudo bem, me sinto melhor agora. -escovei os dentes e ela me olhou desconfiada.
- Amiga, sem querer sem intrometida, mas faz quantos dias que você e o Justin tiveram relações?
- Uma semana ou duas, por ai. Por que?
- Você está grávida?
Maybe two
Justin Bieber P.O.V
Que putaria é essa? Jessie?! E aquele carinha. Eu sabia, sabia que ele era problema. Loira vagabunda. Peguei meu celular e o taquei na parede, mas a merda não quebrou em milhões de pedacinhos.
Filha da puta. Se ela acha que vai me fazer de otário ela está muito enganada. Nunca, nunca ninguém vai me fazer de trouxa. Se alguém aparecer na minha frente agora eu arrebento. O maxilar travado, os punhos fechados e eu sentia a veia no meu pescoço saltando. Ela vai se ver comigo. E eu não vou deixar barato.
Andei até minha mala e peguei de lá um pacotinho. Aquela farinha branca, fininha. Tanto tempo que eu não sinto meu corpo em êxtase, não tinha consumido muita droga ultimamente, eu nunca fui de fazer isso. Mas eu estou envolvido nisso, e não tem como evitar.
Coloquei sobre a mesa e fiz carreirinhas do pó. Suguei tudo pelo nariz e em menos de cinco minutos eu tinha acabado com tudo. Joguei meu corpo pra trás e relaxei.
Ninguém gosta de usar drogas, gosta da sensação que ela traz. Uma paz interior, sentir o mundo todo em paz, sem preocupações. É por isso que as pessoas usam. E parece ter muita gente estressada por ai, porque isso dá lucro. E muito.
Funguei meu nariz algumas vezes e levantei. Fui até o banheiro e liguei o chuveiro na água gelada. Eu ainda estava muito bravo com a Jessie. Decepcionado. Como ela teve coragem de fazer isso? Depois de tudo que eu fiz por aquela vadia, é assim que ela me retribui? Não mesmo.
Sai do chuveiro e coloquei uma cueca e me joguei na cama.
Apesar de tudo eu ainda estou aqui em Seattle a trabalho, e não vou cair na gandaia só por causa disso. E a melhor maneira de passar por isso é mostrando que eu sou maduro. Não vou fazer com ela a mesma coisa que ela fez comigo. Eu vou fazer pior. E vou fazer com ela.
(...)
Depois de ter pegado no sono e dormido por algumas poucas horas, eu reuni os rapazes e fomos pensar numa maneira de descobrir quem está por trás disso tudo. Não estou em um bom estado emocional. Na verdade não tenho nenhum estado emocional. Todos os meus sentimentos foram esmagados, rasgados, acabados. Isso parece gay pra caralho, mas eu realmente amava aquela loira vagabunda, e dai vem uma avalanche de decepção e acontece isso. Mas eu garanto que não vai ficar assim, não mesmo.
- Então, Justin, tem alguma ideia? - o Nolan perguntou.
- Algumas... -eu resolvi não contar pra ninguém sobre o que está acontecendo, eles não estão aqui pra escutar lamentações, estão aqui pra fazer o que eu mando- Mas primeiro temos que arrumar alguém que esteja envolvido nos esquemas do cara que está fazendo isso. E precisamos localizar de onde estão fazendo isso.
- Então o que você acha que devemos fazer?
- Cadê o Chris, primeiramente?
- Ele saiu, disse que ia dar uma volta por ai?
- Esse cara tem merda na cabeça. Chama ele agora! -bati o punho na mesa.
Escutamos um chiado no rádio, e o Chaz o pegou, falando com alguém. Ele gritou algumas palavras e logo desligou.
- Era o Chris, ele disse que bem agora ocorreu um assalto e o cara que fez isso pode ser o mesmo que roubou suas cargas. Ele está seguindo o cara, só temos que encontrar com ele.
- Então vamos logo, porra. Onde ele está?
O Chaz nos passou o endereço de onde o Chris estava. Pegamos o carro que eu tinha dado um jeito de arrumar aqui e aceleramos em direção ao local. Não era muito longe, logo nos alcançamos o carro do Christian e dos caras que estavam fazendo o roubo. Aquilo virou uma perseguição em alta velocidade.
Obviamente os caras não era burros e repararam que alguém estava os seguindo. O Nolan estava comigo no carro e também estava dirigindo. Talvez eu não estivesse em condições perfeitas para dirigir, mas só talvez.
Eu sabia que não conseguiríamos seguir os carros até eles pararem no local certo que eles formam os planos. Estávamos em uma rodovia e vários outros carros passavam ao nosso redor. Consegui fazer com que Nolan encostasse na van que eles usaram, mas por trás, ficando de cara com o bagageiro. Peguei um aparelho rastreador e abri a janela do carro, sentando na mesma.
- Justin, o que você pensa que está fazendo? Sai daí porra, tu pode cair.
- Fica tranquilo eu sei o que eu estou fazendo.
Pedi pra ele ir um pouco mais pra esquerda e tive livre acesso à parte de trás do carro. Abaixei meu corpo e preguei o aparelho na parte de baixo do carro. Voltei com rapidez pro carro e me ajeitei no banco. Comunicamos os outros carros e avisei que não era necessário essa perseguição mais. Saímos da pista e voltamos para a casa. Eu sabia que aquela perseguição não ia dar em nada, então resolvi os problemas de uma vez. Agora é só esperar.
Quando voltamos pra casa o Chaz ligou o rastreador e já conseguíamos ver um pontinho verde se mexendo no monitor do computador. Isso já é mais um passo pra pegarmos a pessoa que faz isso. Tinha mandado recrutar alguns homens e irei precisar de um local maior. Não pensava que as coisas aqui iam tomas proporções grandiosas, mas a coisa aqui tá feia. E eu vim pra acabar com a graça.
Quando voltei pro meu quarto meu celular estava tocando. Nem pra merda quebrar essa coisa presta. Peguei o mesmo no chão e vi ''Jessie'' escrito. Agora você quer saber de mim né vagabunda? Pois bem, que espere eu voltar pra Nova Iorque pra resolvermos isso. Logo o meu telefone parou de tremer, e eu reparei que tinha três ligações dela. Mas que se foda.
Fui até os contatos e localizei o de quem eu precisava escutar a voz agora. Acho que não importa quantos anos eu tenha, ou o quão gay isso seja, mas eu sempre vou voltar pra minha mãe. No terceiro toque ela atendeu.
- Filho?
- Oi, mãe... -sentei na cama.
- Nossa, quanto tempo você não me liga!
- Eu sei...
- O que aconteceu? Pra você ter me ligado, só pode ter acontecido alguma coisa.
- Eu não sei como te dizer isso.
- Pode se abrir comigo, eu sou sua mãe.
- A Jessie me traiu.
Dizer isso em voz alta era pior do que eu imaginava. Ter que admitir isso era horrível. A sensação de desolamento, tristeza me consumia. Mas para superar eu tenho que encarar o que está realmente acontecendo. A conversa com a minha mãe realmente me fez muito bem. Ela sempre sabia o que dizer, e encarava tudo de um modo mais... Experiente.
Ela tentou me fazer entender que talvez o que eu vi possa não ser o que realmente aconteceu. Mas não é hora de pensar nisso agora, e sim de me focar em matar uma pessoa.
Talvez duas.
Daqui uns dias...
I am watching her
Fui até meu quarto tomei um banho rápido. Coloquei minha roupa simples. Deixei o cabelo secar naturalmente. Peguei meu celular e desci as escadas. Meu avô já estava me esperando, então entramos no carro e fomos até o hospital. Quando chegamos lá ele foi até a recepção e pediu permissão para que pudéssemos ir ver ela na UTI. Tivemos que colocar aquela roupas de hospital e em seguidas andamos até onde minha avó estava internada. Uma enfermeira que estava nos acompanhando abriu a porta e nos permitiu entrar, mas antes avisou que seria só por meia hora.
Eu fiquei paralisada naquela hora. Essa não era a minha avó. E se for, estava muito diferente. Ela estava com vários tubos entrando nela por várias partes do corpo. Encima do peito tinha uma especie de agulha enfiada nela. Eu nunca pensei que poderia encontrar ela daquele jeito. Minha avó -por mais chata que fosse- sempre esteve cheia de vida e falava o tempo todo. Mas naquele momento. Ela estava calada.
- É ela, Jessie, está muito diferente, não?
- Concordo. Ela ainda não fez cirurgia?
- Ainda não. Os médicos estão esperando um doador. Só assim pra operar ela. -pude ver os olhos dele marejarem.
- Vai ficar tudo bem, vô. Não se preocupa, ela vai sair dessa.
Ficamos um pouco lá. Sentados num sofá pequeno que tinha ali do lado, olhando pra ela, vendo ela viver com a ajuda de aparelhos. Eu sei que não gosto dela, mas realmente espero que ela fique bem, porque apesar de tudo, ela ainda é minha avó, mãe do meu pai. E não quero ter que perder mais um familiar dos poucos que tenho.
(...)
Depois que sai do hospital eu voltei pra casa e tomei outro banho. Odeio ficar com cheiro de hospital.
Ouvi o barulho do meu celular, indicando que tinha chegado uma mensagem.
''Já está arrumando as malas, vamos amanhã bem cedo.''
Era o Justin.
Eu ainda estou chateada com ele, eu não vou pra essa viagem. É difícil pra mim. Eu não consigo enfrentar meus medos assim. Essa insegurança mexe comigo, me deixa abalada. Só de pensar na possibilidade de voltar pra lá, meu corpo todo estremece. Eu não consigo fazer isso. O fato de o Justin querer que eu volte pra lá, me faz ficar brava com ele. Ele não entende que eu não consigo fazer isso? Eu pelo menos achava, que como ele era um dos únicos a saber disso, entenderia essa minha indecisão. Eu não consigo voltar pra lá. E pior ainda. Voltar pra lá sabendo que a qualquer momento, alguém pode chegar e matar o Justin.
Ele é doido ou o que?
Ele quer praticamente me arrastar pra o meio de uma guerra. É mais seguro ficar aqui. Ninguém sabe que eu existo mesmo. E eu sei que se eu for pra lá, só vou causar problemas.
Nem respondi a mensagem, ele sabe que eu não vou.
Depois recebi uma mensagem da Hanna, me pedindo pra ir no hospital.
Oushe. Hoje é o dia de visitar o hospital. Só pode.
Mas de qualquer jeito. Fui. Peguei meu carro e em pouco tempo estava entrando no quarto dela.
Ela logo seria liberada, capaz de hoje mesmo ela estar em casa. Lembrei que ontem o Chaz tinha falado com ela. Hanna estava de pé, arrumando uma bolsa e com o olhar triste.
- Hanna? Tá tudo bem. -que pergunta idiota, Jessie. Logico que ela não tá bem.
- To levando né.
- Eu sinto muito mesmo.
- Ele te contou quando?
- Ontem mesmo, eu que fiz ele te contar. Não é justo ele fazer você de boba. -ela me olhou e me puxou pra um abraço. Começou a chorar baixinho no meu ombro. - Vai ficar tudo bem. Pelo menos agora você tem o Cody. -ela chorou mais.
- Ele que escolheu o nome. -ela desabou mais em lágrimas. Assim fica difícil né? Se tudo for lembrar ele, a gente ta ferrada.
- Não importa, agora você tem seu filho e ele vai ser uma criança linda. Vai nessa viagem, conheça um bonitinho e se diverta. Você não pode ficar assim por causa dele. Acha que quando ele fez aquilo ele ficou chorando? -ela se afastou de mim e limpou as lágrimas e o nariz.
- Você tá certa. Eu não vou ficar chorando por aquele traste. Meu filho precisa de mim. -no mesmo instando escutamos o choro do bebê. - Não disse? -ela soltou uma risadinha.
Eu sei que ela tava muito mal. Não deve ser fácil aguentar uma traição dessas. Ela foi até o Cody e começou a dar mama, acariciando o rostinho dele. Era muito fofo esse momento de mãe e filho. Um amor maternal é tudo que a gente precisa quando se é criança. A mãe da gente é a nossa segurança, nosso exemplo pra vida. Mesmo depois de tudo, eu só tenho orgulho da minha mãe, eu sei que ela era atarefada e tudo mais, mas sempre que ela tinha um tempo livre ela ficava comigo. E isso foi muito bom pra mim. Me ajudou a ser uma pessoa boa, e construir meu caractér.
Quando a Hanna recebeu alta eu levei ela até em casa e me despedi, porque ela já ia viajar. Essa viagem vai ser bom pra ele, rever os parentes, toda a família reunida e muito atenção pra ela. Mas se bem que quando eu fico com vontade de chorar, o que eu mais quero e ficar num canto sem ser notada.
Voltei pra casa. Não tinha muita coisa que fazer. Estava na hora do almoço, então só esquentei alguma coisa e fui pro sofá.
(...)
Escutei o som da campainha me irritando e levantei até a porta. Eu tinha pegado no sono assistindo um filme. Abri a porto e dei de cara com um Justin impaciente.
- Por que demorou pra abrir a porta?
- Eu estava dormindo. -levantei a mão em defesa. Ele logo foi entrando. Fechei a porta e sentei do lado dele no sofá. Ninguém falava nada, aquele silêncio estava me incomodando.
- Tá, Jessie, desculpa, você não precisa ir se quiser.
- Han?
Ele bufou e desviou o olhar do meu. - Eu percebi que não é fácil pra você voltar pra Seattle. Não precisa ir se quiser. Mas ressaltando que eu quero que você vá, não quero ter que deixar você aqui.
- Justin eu pensei sobre isso também, e acho que vai ser melhor eu ficar mesmo. Lá ou você vai me deixar de lado, ou eu vou te distrair, se eu ficar aqui você vai poder trabalhar tranquilo. Não se preocupa nada vai acontecer comigo. -levei minha mãe até seu pescoço e fiz um carinho de leve. Puxei ele pra mim e encostei nossos lábios. Ele fez mas pressão e pediu passagem com a língua que foi concedia. Eu nunca, repito, nunca vou me cansar do beijo dele. Justin me empurrou pra trás e deitou em cima de mim. Continuando a me beijar.
(...)
Tinha passado um dia. Hoje era o dia em que o Justin iria para Seattle. Ele estava na porta da minha casa, se despedindo de mim. Confesso que não era um momento muito legal.
- Promete que qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, me liga? -ele estava preocupado e demonstrava isso todo momento.
- Prometo, Justin.
- Não gosto muito da ideia de te deixar aqui. Mas eu tenho que ir...
- Tá tudo bem, Justin. Não vai acontecer nada. Pode ir tranquilo, e quando você voltar eu faço o que você quiser.
- Hm... gostei dessa ideia. -ele me olhou malicioso.
- Idiota.
- JUSTIN, TEMOS QUE IR. - Nolan chamou ele. O mesmo me deu um beijo e foi, acenei pra ele e esperei o carro desaparecer da minha visão.
Anonimous P.O.V
- Ainda está vendo ela?
- Sim, chefe, eu estou vendo ela ainda.
- Ótimo, fica vigiando ela, não importa o que aconteça. Se ela sair, vai junto, qualquer passo dela eu quero ficar sabendo ouviu?
- Sim, claro. Qualquer coisa eu te falo.
- E qualquer coisa que ela fizer, eu quero que me mande fotos.
- Não se preocupe. Eu estou vigiando ela. Ela acabou de entrar na casa.
-E se a Jessie, perceber suma da visão dela. Ninguém pode desconfiar de nada. E fica esperto, porque agora que o Justin viajou, eu não sei se ele deixou alguém de olho nela. Fica esperto.
- Pode deixar. Qualquer coisa eu te ligo chefe. -e desliguei.
Trip
- Você não pode me pressionar desse jeito, Jessie.
- Desculpa Chaz, mas o culpado dessa história é você. A Hanna é minha melhor amiga e acabou de ganhar um bebê, não acha que ela deve saber quem é o cara que ela ama de verdade?
- Eu... To confuso, eu realmente não sei o que fazer. Mas se a Hanna me deixar eu vou desabar.
- Chaz, o pior você já fez, o minimo que tem que fazer agora é ser sincero com ela.
- Então me diz como eu vou dizer isso pra ela. Com que cara que eu vou aparecer pra ela.
- Com essa de merda que você tem. -fiz um gesto com a mão. - Então quem vai contar, eu ou você?
- Eu conto pra ela, se você contar vai ser pior.
- Tá, mas agora você não vai fazer isso, porque eu quero conhecer meu afilhado. Depois você conversa com essa, quando estiver tudo mais calmo. -ele se sentou de novo. - Vou lá ver ela, fica tranquilo eu não vou dizer nada, mas você tem até amanhã pra fazer isso. Só avisando.
Deixei ele lá no saguão e fui até a recepcisionista e perguntei em qual quarto a Hanna estava, em pouco tempo eu já estava batendo na porta dela. A mãe dela abriu e me deixou entrar, saindo em seguida.
- Oi, como você está? -sentei numa poltrona que tinha do lado da cama dela.
- Cansada. -rimos- Mas muito feliz. Esse aqui é o Cody. -ela estava com ele enrolado numa manta amarelo clarinho. -Quer pegar?
- Acho melhor não. E se ele cair?
- Tá tudo bem, mas se você deixar meu filho cair eu te mato. Pega aqui. -ela me deu ele no braços.
- Ele é muito pequeno. -ri fraquinho, os olhinhos dele estavam abertos eles eram grandes e escuros, uma das mãozinhas estava na boca e a outra se esroscou no meu cabelo.
- Acho que ele gostou de você.
Acho que meus olhos estavam brilhando agora.
Eu sempre gostei de crianças, mas nunca pensei em ser mãe. Acho que eu não levo muito jeito pra isso. Mas o fato de o Justin querer ter filhos me faz querer repensar essa ideia. Mas não agora, sou muito nova ainda, talvez mais pra frente.
Aquele pedacinho de gente começou a chorar no meu colo e eu passei pra Hanna rapidamente.
- Assustou?
- Um pouco.
- Acho que ele quer mamar. -ela arrumou ele e começou a dar mama. - Não queria falar isso, mas ele é a cara do pai.
- Nunca conheci o seu ex.
- Dê graças à Deus. -rimos- Ele não era de todo ruim, mas o fato de que ele rejeitou o próprio filho, mexeu comigo. Me fez pensar se ele era mesmo o certo pra mim. Acho que não era pra ser, e eu estou muito bem agora.
- É, só não confia demais não tá?
- Do que você está falando? -ela me olhou confusa.
- Daqui um tempo você descobre. Mas então... No telefone você me disse que iria viajar, sério?
- É, minha mãe quer ir pra casa da minha avó uns tempos. Pra eu poder relaxar, pra rever meus parentes, essas coisas.
- Também acho que vai ser bom pra você.
Não quero dar muito na cara do que vai acontecer com ela agora. Ela realmente ama o Chaz, vai ficar destrída quando souber do que ele fez.
- Jessie, eu tenho que te agradecer por tudo que você fez por mim. Desde o dia que eu tropecei em você até hoje, sem você minha vida estaria toda bagunçada. Muito obrigada mesmo, de coração.
- Não precisa agradecer, eu fiz tudo isso sem pensar em nada em troca. Eu me sinto bem fazendo isso por você. E só de ver essa carinha minuscula do seu filho já é incrível.
- Muito obrigada mesmo.
- Por nada. -escutei alguém bater na porta e o Chaz entrou. Ele olhou pra mim sem saber o que fazer. - Bom, vou deixar vocês sozinhos. - e sai do quarto. Eles tem muito que conversar...
Cheguei na porta do hospital, estava entrando no carro quando meu celular toca. Era o Justin.
- Onde você tá?
- Vim visitar a Hanna no hospital.
- Ata, tem como você vir pra minha casa agora? E traz meu carro.
- Mas meu carro vai ficar aqui?
- Então pede pro Chaz trazer o meu depois.
- Acho que não é uma boa ideia interromper a conversa que ele está tendo com a Hanna agora.
- Ai que saco, então depois eu mando alguém ir buscar, mas vem pra cá agora.
- Tá tô ino -desliguei.
Entrei no meu carro -óbvio que eu estava com a chave- e fui em direção à casa do Justin. Parei no portão e entrei.
- Cheguei. -gritei e logo o Justin apareceu.
- Oi, senta aí eu preciso falar um negócio com você.
- Claro, o que é?
- É que desde que o Ryan morreu, eu tive que manter umas paradas em Seattle, e agora aconteceram algumas coisas e eu vou precisar passar um tempo lá.
- Como assim?
- Aconteceram algumas coisas, e eu preciso ir pra lá pra resolver isso de uma vez.
- Mas não dá pra você fazer isso daqui?
Eu admito, estava assustada, apavorada, não queria ter qualquer tipo de ligação com aquela cidade, muito menos agora, que parecia tudo estar tão bem.
- Não dá, Jessie, eu tentei mas não deu, eu vou ter que ir lá e acabar com a brincadeira de quem está fazendo isso.
- Mas Justin, e se for o Ryan, você tem certeza que matou ele?
Justin Bieber P.O.V
Tái. Uma coisa que eu não sabia. Pra mim eu matei o Ryan. Eu fiz isso. Acabei com a vida dele. Tenho certeza disso. Tenho? Sim! Eu tenho que ter. Ele está morto.
Mas se não é ele, quem é? Quem teria motivos pra fazer isso? Eu nem conheço ninguém em Seattle, não tenho nenhum tipo de contato com aquela cidade. Só depois que á Jessie foi parar lá, que eu comecei a me envolver com o tráfico de lá? Será que é isso? Alguém, provavelmente, não gostou da concorrência e está tentando me deixar fora do jogo? Mas se for, ele vai se dar mal, não é minha culpa se ele não soube administrar sua cidade bem. Mas de qualquer jeito, seja qual motivo for, ele vai se dar mal.
- Não Jessie, acho que não é o Ryan. Eu matei ele. Mas isso não importa, mesmo se for eu vou dar um jeito nisso.
- Bom, não gosto que você volte pra lá, quando você vai?
- Nós vamos, o mais rápido possivel.
- Justin, não tem esse de ''nós'', eu não vou com você.
- Claro que sim, Jessie eu não vou te deixar sozinha aqui, ainda mais agora. Se alguma coisa acontecer com você eu não me perdoaria.
Ela, realmente consegue me tirar do sério. Por que ela não entende que eu não posso deixar ela aqui? Vai ser totalmente pior. Sem contar que o primo da Hanna ainda está aqui. Mas nem morto que deixo ela saber que isso é ciúmes.
Jessie Valentine P.O.V
- Nada vai me acontecer. E Justin você deveria saber que voltar pra lá é muito dificil pra mim. Eu não consigo fazer isso.
- Chega de conversa, você vai sim. Eu não vou te deixar aqui.
- Justin, isso é difícil pra mim. Será que não entende?
- Eu entendo sim, Jessie. Mas confia em mim, vai ser pior se você ficar aqui.
- Mas eu não vou com você. E você não vai me obrigar.
- Caramba, o que custa você ir comigo? Eu te quero por perto e você fazendo drama.
- Drama? Justin aquela cidade só me traz medo, insegurança. Eu vivi lá os piores dias da minha vida e você quer que eu volte. Eu não consigo fazer isso. Mesmo se eu quisesse.
- Tudo bem, você não precisa decidir agora. O avião vai sair daqui a dois dias e até você me falar.
- Mas você sabe que a resposta é não. -ele respirou fundo e saiu da sala.
Andei até a porta pronta pra sair da casa dele. Até que ele me chama.
- Onde você pensa que vai?
- Pra casa, meu avô quer que eu visite minha avó, vou dar uma passada rápida lá com ele.
- Mas você nem gosta dela. E já está tarde.
- É, mas eu não preciso ser um neta ingrata e de qualquer jeito eu preciso ir pra casa, tomar um banho e dormir, posso ir visitá-la amanhã. Tchau. -e sai sem esperar ele responder alguma coisa.
Entrei dentro do meu carro e fui pra casa.
(...)
Abri a porta de casa e não encontrei ninguém, meu avô deveria estar dormindo. Subi as escadas entrei no meu quarto e fui tomar um banho. Já estava tarde então só coloquei um pijama e fui dormir.
Acordei no outro dia, escovei os dentes e desci pra tomar café.
- Bom dia, Jessie.
- Oi -resmunguei, como sempre, com meu mau humor matinal.
- Pensou se vai visitar sua avó no hospital.
- Eu vou lá vô, mas saiba que eu estou fazendo isso por você.
- Fico muito feliz em ouvir isso de você.
- Tudo bem, vou trocar pra gente ir tá?
- Viu, vou te esperar aqui. -assenti e subi pra trocar de roupa.
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Titulo
Jessie Valentine P.O.V
O carro do Justin se movimentava por aquelas ruas rapídamente, como sempre, mas hoje se ouvesse um engarrafamento de quilômetros, eu ficaria feliz. Eu queria evitar a conversa que teríamos. Mas o trânsito não estava legal comigo, então chegamos na casa dele depois de alguns minutos. Ele estacionou o carro e ficamos parados lá um tempo, até ele falar.
- Quem era aquele que você estava abraçando? -ele bufava baixinho e eu podia ver que ele estava prestes a explodir. Como uma bomba relogio. Eu sei que o Justin é muito estressado, e inprevísivel. Eu sinta que ele pudesse matar qualquer um que aparecesse na frente dele. Mas todo mundo já deve ter entendido que eu nunca vou abaixar a cabeça pra ele, nem pra ninguém. Olhei pra ele com cara de tédio e ele gritou. -Olha direito pra mim, porra! -então ele socou o volante.
- Quando você estiver mais calmo a gente conversa. - apertei um botão no painel de controle, rapidamente, e sai do carro. Indo direto pra sala.
- Não me ignora quando eu estiver falando com você, entendeu? -ele apertava meu braço, muito forte.
- Dá pra você largar? -ele respirou fundo e soltou.
- Vou perguntar mais uma vez quem ele era, mas é só. Quem era aquele filho da puta que estava te agarrando naquele hospital?
- Agarrando? Justin, ele estava chorando, e eu dei um abraço nele pra consolar o coitado.
- Não vai falar quem era porra?
- Toby, caralho, primo da Hanna, satisfeito? -comecei a subir as escadas da casa dele. E entrei direto no quarto. Eu sentia ele atrás de mim. Foi até bom essa pequena discussão, eu consegui calar ele.
- Tá, foi mal pela cena que eu fiz agora. -ele resmungou baixinho, eu sabia que era difícil pra ''Justin Bieber'' se desculpar, significava passar por cima do orgulho dele. E eu me sentia feliz por isso, pois pra mim, era como ele demonstrava de mais uma maneira que realmente me amava. Mas será?
- Tudo bem, mas não faz isso de novo, é ridiculo esse jeito que você tem que acha que manda em mim.
- Mas pensa pelo meu lado, se fosse com você, tu não ia armar uma cena dessas?
- Ué eu ainda não fiz nada.
- Sobre o que?
- De você com suas ''amiguinhas''.
- Que ''amiguinhas''?
- Uma ruiva biscate, piranha, vadia, oferecida que tem na sua boate... -dei de ombros. Vi ele arregalar os olhos. - Não tem nada pra me contar, Justin?
- Se você tá pensado que eu te trai, pode tirar essa ideia da sua cabeça. -ele foi em direção ao closet. Eu o segui.
- Ué, se você não confia em mim, por que devo confiar em você? -ele parou de mexer nas roupas.
- Como é que é? -ele se virou pra mim.
- Você ouviu.
- Você tá maluca, garota? Acha que tá falando com quem?
- Com você, tem mais alguém aqui? -cruzei os braços.
- Me repeita, Jessie, me respeita. Eu já estou perdendo a paciencia com você.
- Mas é a verdade. Você não confia em mim, não conseguimos ao menos manter um conversa civilizada, quanto mais confiar um no outro. E você não falou nada sobre o que eu te falei, ta me traindo ou não? Fala de uma vez que é mais fácil.
- Você fala disso como se fosse simples, como se não sentisse nada por mim. E se eu fosse embora, seria tudo mais fácil. -eu sabia o que ele estava tentando fazer. Ele estava tentando virar o jogo a favor dele. Mas isso não vai acontecer.
- Você sabe muito bem que não é isso!
- Não é o que parece.
- Quer saber, Justin?! Faz o que você quiser, eu vou pra casa. Já chega de tudo por hoje. - sai do closet e fui com passos rapidos saindo do quarto e descendo as escadas.
- Mas não vai mesmo, não antes de terminar essa conversa. -ele puxou meu braço, novamente, e acabamos caindo no chão. Ele caiu em cima de mim, me esmagando no chão.
- Sai, porra, tu é pesado.
- Cala a boca.
- Cala a boca você filho da m... -ele me calou escontando sua boca na minha. Ele pediu passagem com a língua e eu cedi. Todo mundo sabe que eu não resisto à ele. Justin Bieber é a minha perdição. As mãos dele passeavam pelo meu corpo sem pudor nenhum e eu arranhava a nuca dele. - Vamos pro quarto. -disse quando ele passou a beijar meu pesçoco, distribuindo mordidas e beijos molhados por lá.
- Pra que? Fica quietinha e aproveita. - ele disse com uma voz rouca no meu ouvido que me fez arrepiar toda e fazer o mesmo soltar uma risadinha quando percebeu o meu estado.
- Alguém pode chegar aqui.
- Ninguém entra aqui dentro enquanto eu não chamo. Fica tranquila, Jessie.
Então eu só me deixei levar pelo momento. Enlacei minhas mãos no pescoço dele o puxando pra mais perto. Passei minhas pernas em volta da cintura dele, fazendo nossa intimidades se chocarem e eu soltar um gemido fraco ao sentir sua exitação.
Dei impulso e virei pra cima dele, ficando sentada no quadril dele. Levei minhas mãos por dentro da camisa dele, sentindo seu abdomên perfeito. Parei de beijá-lo pra poder tirar sua camisa, e logo ela já estava fora do corpo. Percebi ele tirar os tênis com os pés e eu fiz o mesmo. Senti duas mãos grandes em volta de minha cintura indo de encontro à minha bunda e um apertão lá em seguida, gemi contra a boca dele. Afastei dele um pouco e tirei minha blusa, ficando de sutiã e calça. Ele me jogou pro lado, e subiu em cima de mim. Passou as mão geladas pela minha barriga e desabotoou a minha calça. Passei a beijar o pescoço dele, enquanto ele brincava com o elástico da minha calcinha. Senti as mãos dele entrarem por dentro daquele pano, e começarem a massegar minha intimidade. Contorci minhas costas quando senti seus dedos tortos entrarem se nenhum aviso em mim. Arranhei as costas deles, mas parece que ele não ligou, e começou a lamber meu pescoço. Gemi que nem uma cadela no cio. Levei minhas mãos até o cós da calça dele e abaixei com pressa, tendo a visão da sua cueca, quase rasgando. Abaixei ela também e passei a mão pelo seu membro e senti ele tremer, soltei uma risadinha do ouvido dele, e ouvi ele dizer um ''Filha da puta'', pra mim.
Comecei a masturbá-lo, igual ele estava fazendo comigo. Rodeei minhas mãos em volta dele e mexi minha mão, fazendo ele ficar mais duro. Justin desabotoou meu sutiã e passou os beijou pra lá, ainda com os dedos dentro de mim. Coloquei mais força na minha mão e ele gemeu rouco. Em seguida já estava sem calcinha e ele se posicionava pra entrar em mim. Segurei na mão dele e ele veio com tudo pra cima de mim. Comecou com entocadas leves, mas logo aumentou a velocidade. Parecia que ele encostava no meu útero de tão profundo que ele ia. Movimentei meu quadril pra cima, com a intenção de encostar nossas peles mais ainda. Abaixei minha outra mão e dei uma apertadinha na bunda branca dele. Já sentia meu ápice vindo e continei movendo meu quadril. Voltei minhas mãos a sua nuca e arranhei de leve, o puxando para um beijo. Liberei meu liquido lambuzando ele, e logo eu fui seguida dele chegando ao ápice.
Justin caiu do meu lado me puxando pra deitar em seu peito. Nossa respirações estavam aceleradas e os corações batiam rápido. Nos dois estavamos suados e melados.
- Se todas as nossa brigas acabarem assim, vou brigar com você todo dia. - ele foi o primeiro a se pronunciar.
- Tarado. -dei um tapa no peito dele.
- Vem, vamos dormir um pouco. -ele levantou e me deu a mão. Pegamos as roupas e subimos pro quarto dele.
(....)
Acordei com um telefone tocando e um peso em cima de mim. Notei que era as pernas do Justin e joguei elas para o lado, ele nem acordou só virou pro canto.
- Alô? -falei sonolenta.
- Jessie vadia, não vai vir querer ver o afilhado?
- Ah oi Hanna, agora?
- É que vai vir um povão pra cá depois, e minha mãe quer passar um tempo na minha cidade natal, e eu queria que você viesse agora, tem como?
- Han, claro, só vou trocar de roupa.
- Tudo bem vou te esperar. Beijo.
- Beijo, até daqui a pouco. -desliguei o telefone e joguei na mesinha.
A new life
Jessie Valentine P.O.V
Depois de um tempo naquele lugar, e reclamando muito com o Justin. Ele pediu pro Christian me levar pra casa. Melhor do que ficar lá trancada. O Justin disse que provavelmente ficaria lá a noite toda, planejando algumas coisas. Ele não me disse muito, já percebi que o mesmo não gosta de me envolver nessas coisas que ele faz. Mas eu também não me importo, apesar de tudo, eu não teria coragem de fazer o que eles fazem, quanto mais matar uma pessoa. Eu, sinceramente, não tenho cabeça pra enfrentar uma coisa dessas. E de admirar que eles fazem isso, com tamanha frieza e agem tão naturalmente. Quer dizer, pelo menos eu acho que eu, não teria coragem de fazer isso. A não ser que eu me sinta no direito de fazer isso.
Subi as escadas e fui pro meu quarto. Já era tarde da noite e o sono já estava me chamando. Tomei um banho super rápido, coloquei meu pijama e me joguei na cama.
Amanhã vai ser um longo dia. Se, claro, depender de mim.
(...)
Senti a luz invadir meu quarto e me praguejei mentalmente por ter esquecido de fechas as cortinas. Eu simplesmente odeio ser acordada assim. Com a luz tocando seu rosto agressivamente.
Me levantei irritada e fui até o banheiro. Entrei de baixo da água fria, pra ver se eu ficava mais calma. Eu não sei porquê, mas a maioria das vezes eu acordo estressada. Saí do banheiro e fui até o closet, peguei uma roupa e coloquei.
Desci as escadas e andei até a cozinha pra tomar café. Mas ao contrário disso, encontrei meu avô sentadinho na cadeira, quieto, chorando baixinho.
- Vô? -chamei seu nome, eu estava assustada, eu nunca pensei em encontrar meu avô assim, pra mim ele era forte, aguentava tudo que viesse. Mas acho que eu estava errada. A velha lá no hospital era mesmo importante pra ele. E isso me mata por dentro. Ver ele assim, não é agradável.
- Ah, oi Jessie. Já vou fazer seu café. -ele levantou rapidamente e assustado, limpando as lágrimas.
- Não precisa. Vem cá, por que você tá chorando?
- Ah, minha neta. Você sabe, as coisas pro lado da sua avó não estão muito boas.
- Mas eu não pensava que o estado dela era muito grave.
- Infelizmente é. Eu também pensei que logo ela estaria aqui de novo, reclamando de tudo. -deu uma risada embargada pelo choro. -Ainda mais agora que transferiram ela para o UTI.
- Eu sinto muito.
- Sabe o que iria me deixar muito feliz? Você ir visitá-la. -bufei sem ser agressiva- Por favor, Jessie. Você é a única neta que nós temos. Eu sei que vocês não se dão bem, mas ela nem acordada está.
- Vou pensar nisso tá legal?
- Melhor que nada.
(...)
Estava em casa mofando, quando recebi uma ligação da Hanna me chamando pra sair. O primo dela vai junto. Acho que ele vai ficar um bom tempo aqui. Levantei do sofá, peguei meu carro e dirigi até a casa dela. Estacionei em frente o prédio dela. Passei pela portaria e subi pelo elevador. Logo estava na porta do andar dela. Toquei a campainha e em seguida alguém abriu a porta.
- Ei, Toby. A Hanna está ai?
- Tá sim, lá no quarto dela, pode ir lá. -ele deu passagem e eu entrei seguindo em direção ao quarto dela. - Oi, minha barrigudinha. - A Hanna já estava pra ganhar o bebê, de acordo com a médica, esse mês mesmo ou no próximo ela já ganharia um filhinho. E como ela se sente gorda, ela fica estressada, e quando ela fica estressada ela bota todo mundo louco.
- Ai, cala a boca, eu to tentando achar uma blusa que sumiu do mundo, e você vem me atiçar.
- Tudo isso é falta de uma boa noite com o Chaz? -eu adorava cutucar a onça com a vara curta.
- Jessie, eu vou enfiar esse sapato na sua garganta. -ela segurava um sapato de salto na mão.
- Então tá... Pra onde a gente vai?
- Se eu não achar a blusa pra lugar nenhum. -eu comentei que ela estava de sutiã? Pois é...
- Vai com qualquer uma.
- Eu não posso ir com qualquer uma, porque quase todas estão me apertando e eu fico ridícula com todas! Mas essa é legal... -ela estava em discussão consigo mesma, melhor eu não falar nada se não vai sobrar pra mim. Me joguei na cama dela e esperei ela ficar pronta.
- Ai! Ai, Jessie me ajuda aqui. -levantei assustada e caminhei até ela. A mesma estava com as mão nos pés da barriga e gritava de dor.
- Hanna, ai meu Deus, calma respira, será que está na hora?!
-AAAAAAH!! -ela continuava gritando de dor, logo o primo dela chegou no quarto assustado.
- Hanna, ai meu Deus, o bebê. A gente precisa ir pro hospital.
- Como eu vou fazer ela sair desse prédio, ela mal consegue ficar em pé.
Nós dois estávamos assustados, na verdade os três. A Hanna só tem dezoito anos, ninguém sabe como agir numa situação como essa. Gritei pro Toby e ele pegou ela no colo levando até o elevador. Eu não sei o que fazer.
Esperamos o elevador chegar no térreo, e entramos no meu carro. Eu estava tremendo, em estado de pânico, eu realmente estava muito assutada, os gritos dela no banco de trás eram altos e me assustavam cada vez que saiam da boca dela. As contrações tinham começado.
Tomara que esse neném nasça bem.
Voei com o carro até o hospital mais próximo, por ironia ou não era um particular, mas gastar o dinheiro que me restou com uma causa como essa é até bom.
O Toby pegou ela de novo no colo e entramos correndo no hospital gritando por um médico. Estávamos desesperados, muitos gritos e eu ficava parada, estado de choque. Eu só escutava os gritos da Hanna me pedindo pra ligar pro Chaz, logo ela desapareceu da minha visão numa maca. Quando me toquei de tudo que estava acontecendo, peguei meu celular -ainda tremendo- e liguei pro Justin. Eu não tinha o número do Chaz.
- Oi, Jessie... -cortei ele.
- Justin, qual o número do Chaz?
- Chaz? Pra que você quer o número do telefone dele?
- Ai Justin, que merda, dá pra você falar logo?
- Pra quê?
- Justin, caralho, a Hanna está tendo o bebê e eu preciso dele aqui porra! -eu berrei no hospital.
- Hanna? Puta que pariu já tamo indo pra aí. -e ele desligou. Logo ele retornou. - Que hospital vocês estão? -filho da puta, ele desliga na minha cara e esquece de pergunta o hospital.
- Naquele perto da casa dela, acho que é um particular, da cor azul claro, meu carro tá na porta.
- Tudo bem, tchau. -e desliga de novo. Na minha cara. De novo.
Tomara que eles cheguem a tempo.
- Será que vai ficar tudo bem? -no meio de toda a minha agitação, eu nem reparei que o Toby estava no canto todo encolhido e parecia deixar algumas lágrimas cair.
- Fica calmo, vai ficar tudo bem.
- Jessie, eu não sei não... A Hana é muito nova, eu vou me sentir muito mal se alguma coisa acontecer com essa criança.
- Mas você não tem que se sentir culpado, nada aconteceu pra você se sentir assim.
- Jessie, sei lá... A Hanna é minha pequena, ela é minha prima. Eu amo ela. Apesar desse meu jeito protetor, eu não quero que nada aconteça a ela, nem a essa criança.
- Não vai acontecer nada, fica tranquilo Toby. -puxei ele pra um abraço, e o mesmo ficou chorando no meu ombro.
- QUE PORRA TÁ ACONTECENDO AQUI? -era a voz do Justin. Como ele chegou tão rápido? Pelo que eu conheço dele, ele deve ter vindo há uns duzentos quilômetros por hora. E acho que ele não gostou de ver a cena em que eu me encontrava. -Jessie! Eu tô falando com você. -me afastei do Toby e virei pra ele. Mas antes que eu pudesse dizer alguma coisa o Chaz veio todo afobado atrás de mim.
- Jessie, pelo amor de Deus. Cadê a Hanna.
- Eu não sei Chaz, levaram ela por aquela porta. -ele saiu correndo passando pela porta e logo depois pude escutar alguns seguranças gritarem com ele por causa disso, mas nada o impediu. Ele saiu correndo de porta em porta até achá-la.
Uma enfermeira veio até mim e pediu para que alguém fizesse a ficha da Hanna, eu peguei a prancheta da mão dela e sentei numa cadeira. O Toby foi pra algum canto falar no telefone com alguém, acho que era com a tia dele.
- Jessie, você ainda não me respondeu. - ouvi a voz firme do Justin do meu lado. Ele parecia estar furioso.
- Justin, por favor, eu to com os nervos à flor da pele. Será que a gente pode conversar sobre isso outra hora? E o Toby é só o primo da Hanna, não chega a nem ser um amigo direito.
- Tá, mas em casa a gente conversa.
(...)
Passou um tempo e o Chaz saiu daquela porta com um sorriso bobo no rosto. A mãe da Hanna -que já tinha chegado- foi a primeira a correr até ele e começar a enchê-lo de perguntas.
- Como estão eles?
- Estão todos bem, o Cody foi levado para o berçário e os médicos levaram a Hanna pro quarto.
- Como é o meu neto? -perguntou ela angustiada.
- Ele é lindo, nasceu com dois quilos e meio. Ele é tão pequenininho, todo enrugadinho. -ele realmente se sentia como se fosse o pai da criança que acabara de nascer. De certa forma era, porque a partir de agora ele ia assumir o papel de pai. O sorriso ainda não saia do seu rosto.
- Tô achando que meu amigo virou boiola. -o Justin resmungou no meu ouvido.
- Ele só ta emocionado. Queria ver se fosse você. Nunca pensou em ter filhos?
- Claro que já, acho que seria legal ter um mini Bieber correndo pela casa. Ele iria ser a minha cópia.
- Nem morto! Se eu tivesse um filho seu, ele ia ser um príncipe.
- Quer encomendar o primeiro? -me olhou com um sorriso sacana.
- Agora não. Chaz será que dá pra você avisar pra Hanna quando ela acordar que eu já volto? Eu só vou dar uma passadinha em casa e depois volto pra cá.
- Tudo bem eu aviso. Nem sei como te agradecer por tudo que tem feito por ela.
- Tá tudo bem... Vou indo tá? Parabéns, papai. -ele sorriu de novo. Todo bobo.
O Justin puxou minha mãe e me levou até o carro.
- Quando chegar em casa, a gente tem muito que conversar.
Back to Seattle
Jessie Valentine P.O.V
O que o Justin disse não saiu da minha cabeça.
''Você morando comigo''.
Será que é a coisa certa que eu tenho que fazer?
Eu ainda não respondi nada pra ele, quando ele me perguntou isso eu simplesmente desviei o assunto, mas eu sei que uma hora ele vai me cobrar uma resposta. Acontece que eu sou muito insegura sobre isso. A minha vida toda eu nunca tive um namorado, eu sempre ignorada, e agora eu sou completamente apaixonada por um deus grego que corresponde meus sentimentos. Muita coisa aconteceu desde quando o Justin me ''sequestrou''. Sequestro esse que acabou sendo uma das melhores coisas da minha vida.
Mas de todo jeito eu não sei se já tá na hora de morar com ele. Eu conheci a mãe dele esses dias! Tudo bem que ela não mora com ele, mas de qualquer jeito...
Confesso que é uma proposta tentadora.
Tenho que pensar sobre isso.
(...)
Estava sentada naquele escritório a um certo tempo e o tédio já estava começando a me amolar. Já tinha mexido em todo canto, todos os lugares desse cômodo. Não achei muito coisa, só o que era de se esperar como armas, balas e preservativos. Credo! Não gosto nem de lembrar que meu namorado já pegou metade da cidade. E olha que Nova Iorque é grande, muito grande.
Levantei do sofá que tinha ali e abri a porta. Saí daquele locar e comecei a andar por ali, conhecer o locar onde o Justin trabalha. Até parece que ele tem um trabalho normal...
Tinha várias portas por ali, e eu ficava com uma vontade imensa de abrir todas, sempre fui muito curiosa e isso às vezes acabava me atrapalhando.
FlashBack ON
Estava na sala assistindo TV e brincando com meu macaquinho de pelúcia, quando escutei uns barulhos vindo do andar de cima. O que será que está acontecendo lá em cima? A babá Godóia foi no banheiro... Levantei do chão e andei até as escadas. Subi calmamente ainda ouvindo os barulhos, mas agora eu escutei que eles vinham do quarto do papai e da mamãe. Escutei uns gritinhos e o barulho da cama rangendo.
- Mamãe? -chamei baixinho, mas foi o suficiente para que os barulhos parassem- Pai? -chamei de novo.
- Jessie?
- Mamãe, o que está acontecendo? -tentei abrir a porta, mas estava trancada. -Está tudo bem? Mamãe cade você? - já podia sentir as lágrimas vindo. Ouvi a porta ser destrancada e meu pai me abraçando.
- Oh, minha pequena, está tudo bem sim.
- O que estava acontecendo, pai? Eu fiquei sozinha lá em baixo, me perdi da Godóia.
- Tá tudo bem minha filha, vem aqui com a mamãe. -sentei do lado dela na cama. - Quer dormir com a gente hoje. -murmurei um barulho assentindo e ela me abraçou. Rapidamente senti o sono vir e dormi no colo da minha mãe.
FlashBack OFF
Naquela época eu só tinha quatro ou cinco anos. Não sabia o que eles estavam fazendo. Mas agora que eu cresci, toda vez que eu me lembro disso sinto meu rosto ferver de vergonha. Só Deus sabe o aperto que minha mãe e meu pai devem ter sentido comigo lá.
Continuei andando e me encontrei com uma escada que subia. Lá em cima parecia ter um tipo de sótão.
Olhei para os lados pra ver se tinha alguém me observando e comecei a subir. Deixei em alguns degraus pra trás e logo cheguei na porta. Levei minha mão até a maçaneta e empurrei a porta. Entrei naquele quartinho e tive a visão de uma mesa, com um monte de computadores em cima. Parecia que eu estava na ''sala dos seguranças''. Tipo aquelas salinhas que tem vários monitores ligados à câmeras. Era exatamente isso.
As câmeras estavam filmando uma casa noturna, uma boate. Mas só algumas funcionavam, outras estavam abertas em pastas que tinham por ali. Pastas no computador com as filmagens salvas. Puxei uma cadeira pra mim e sentei. Não tinha nada pra fazer então eu comecei a olhar os videos. Alguns eram ''ao vivo'', outros eram as gravações.
Escorreguei com a cadeira até outro monitor, e comecei a ver as filmagens que tinham salvas.
Havia várias pastas ali, umas escrito ''saguão'', ''entrada''. Todas sempre tituladas. Mas uma me chamou a atenção. Estava escrito ''escritório''. Não tinha tanta certeza se era o escritório que o Justin tinha na boate, mas parecia ser. Ele era o chefe, seria normal ele ter um escritório. Abri a pasta. Afinal, essas gravações tinham haver com meu namorado, acho que eu podia ver.
Tinha muitas gravações, muita mesma. Alguns de anos atrás, mas todas tituladas por datas. Olhei as mais recentes e uma delas me fez ficar atenta. Era um vídeo de uma ruiva se esfregando no Justin. Vagabunda. E a data era de ontem. Filho da puta!
O que ele tá pensando? Que vai ficar de gracinha pra primeira vadia que aparecer? Mas não vai mesmo. Se ele pode, eu também posso! Isso não vai ficar assim. A boate era do Justin, o que facilitava muita coisa. Primeiro eu vou me vingar dessa lambisgoia, e depois eu vou tirar satisfação com o Justin!
Desci aquelas escadas furiosa e fui a procura do Justin. Era difícil achar ele no meio daquele monte de homens e portas. Tinha vários lugares que ele podia estar.
Abri uma porta e encontrei ele virado pra mim. Respirei fundo e contei até três. Quando se trata dessas coisas eu sou bem estressada, que dizer, eu sou muito estressada com muitas coisas. Mas nesse momento, eu estava raivosa! Ele olhou pra trás e me viu. Botei uma expressão de quem estava cansada na cara e andei até ele.
- Justin, vai demorar mais?
- Sabia que você já ia começar a reclamar. -ele praguejou- Você sabia que eu ia demorar, mas mesmo assim teimou em vir. Agora espera.
- Sério?
- Sério, Jessie. Senta aí e espera. -bufei irritada, e sentei num sofá que tinha ali.
Se ele acha que está tudo bem, ele está muito enganado. Uma mulher te trair uma vida que você nunca vai descobrir, já com os homens não é o mesmo. No segundo seguinte todo mundo já está sabendo. Não foi diferente com o Justin, essa gravação é de um dia atrás. Eu não posso esquecer que ele é um tarado, louco pra dar! Mas eu vou botar ele na linha, ah se vou!
Vou ter que dar um jeito de ir nessa boate do Justin, pra mostrar pra aquela vadia que é que manda! Se o Justin pensa que vai dar um par de chifres, ele está muito enganado. Eu dor o troco, e faço pior.
(...)
Já tínhamos saído do galpão, e o Justin continuar com essa ideia de não querer me contar o que está acontecendo. Mas tudo bem, ele que continue desse jeito.
Nunca tive que me preocupar com ciúmes, eu nunca senti isso. Mas eu descobri que eu não gosto, e que sou capaz de tudo pra fazer isso parar. Parece que vai crescendo uma insegurança dentro de mim, como se eu não fosse boa o suficiente pra ele. E talvez eu não seja. Eu sei que eu sou infantil, chata, e mil outras coisas. E o Justin... O Justin sei lá, ele é perfeito pra mim. Deve ser pra outras sirigaitas também. Saí daquele escritório e fui dar outra voltinha por aquele galpão. Quem sabe eu não acho outra coisa comprometedora. Como o corpo de alguém.
Justin Bieber P.O.V
Assim que a Jessie saiu de lá, pude conversar normalmente com os garotos. Eu tinha decidido que sim, eu vou pra Seattle. Eu quero me livrar o mais rápido desse cara que vem me sacaneando, e se pra isso eu tenho que voltar lá, então eu vou voltar.
Mas o problema é que as coisas estão um pouco desestabilizada por aqui. Sem o meu comando parece que vai tudo por água abaixo. Bando de incopetentes! Preciso de mais grana, esse é o problema. Como eu não estava aqui, as cadelinhas da boate se rebelaram, e causaram um grande prejuízo, e eu tive que gastar uma boa nota pra resolver tudo. E como o carregamento de Seattle foi roubado, isso só me deu mais prejuízo.
Mas eu e os caras, já sabemos o que vamos fazer. Outro roubo. Na próxima semana. No banco mais importante de Nova Iorque.